29/11/2013

Profissionais destacam importância da capacitação para a assistência neonatal

A qualificação em reanimação neonatal é fundamental para o profissional de enfermagem que atua com o parto. A execução correta da reanimação pode ser responsável pela sobrevivência do recém-nascido. “De cada dez bebês, um precisa de ajuda para iniciar a respiração. Se ele não tiver um profissional capacitado para ajudar neste chamado ‘minuto de ouro”, o bebê vai sofrer uma asfixia. Esta asfixia pode deixar sequelas para o resto da vida, como o déficit de aprendizado, e até a morte”, explica a pediatra Margareth Handan.
A médica foi a coordenadora do curso de reanimação neonatal ocorrido nesta quinta-feira (28) no Hotel Pituba Plaza, parte do II Encontro AIDPI Neonatal, promovido pela Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab). O evento faz parte de uma série de ações desenvolvidas no Estado da Bahia, em prol da redução da mortalidade infantil no período neonatal. De acordo com dados da Sesab, a cada mil bebês nascidos vivos, a taxa de mortalidade neonatal é de 11,2.
“A capacitação é uma excelente estratégia, considerando que nossos índices de mortalidade no componente neonatal não alcançaram números desejados. É muito importante que as enfermeiras, sejam obstetras, neonatais ou generalistas, estejam capacitadas para prestar atendimento de excelência tanto ao recém-nascido quanto à mulher”, destacou Rita Calfa, presidente da Associação Brasileira de Obstetrizes e Enfermeiros Obstetras (Abenfo) da Bahia e diretora da Maternidade Tsylla Balbino.
A pediatra Margareth Handan destaca não apenas a qualificação, mas também a importância da presença desta profissional no momento em que é realizado o parto. “Todas as mulheres que vão realizar um parto precisam ter esta profissional qualificada ao lado durante o procedimento, porque aquele bebê pode ser o que vai precisar de ajuda para respirar”, afirma.
Para a enfermeira obstetra Élissa Ingrid de Medeiros, coordenadora do Centro de Parto Normal do município de Irecê, a qualificação vai evitar contratempos: “Nós seguimos os princípios de humanização de assistência ao parto e ao nascimento, com o estímulo ao aleitamento materno, ao primeiro contato entre mãe e recém-nascido. As intervenções são feitas com base na necessidade da mulher e do bebê. A capacitação nesta área é fundamental para que seja prestada uma assistência qualificada”.
Já a coordenadora do Centro de Parto Normal de Paulo Afonso, enfermeira obstetra Jamile Daltro, destacou a receptividade da comunidade em relação aos partos realizados pelas enfermeiras obstetras. “No início, achamos que haveria um pouco de resistência da comunidade. Mas a partir do momento em que a gestante ia ao centro, sentia confiança no profissional e se sentia segura para realizar o parto”, ressaltou.
A profissional frisou ainda a questão do parto humanizado e o respeito pelo nascimento: “Com o parto humanizado, háum respeito maior pela mulher e pelo processo do nascimento. Ali a mulher conta com a presença do acompanhante, há uma valorização pelo contato imediato e pela privacidade deste contato. Há o respeito pelo momento especial da família”.