29/10/2013

Presidente do Coren-BA defende administração da penicilina na Atenção Básica durante a 8ª edição do Dia Nacional de Combate a Sífilis

A presidente do Coren-BA, Maria Luísa de Castro Almeida, fez parte da mesa de abertura da 8ª edição do Dia Nacional de Combate a Sífilis, realizada na última sexta (25), no auditório do Ministério Público Estadual (MPE), no Centro Administrativo da Bahia (CAB), e defendeu a administração da penicilina na Atenção Básica pelos profissionais de enfermagem.

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A presidente salientou a importância da enfermagem na luta contra o aumento dos casos da doença no Estado, principalmente para evitar a sífilis congênita, quando há transmissão da mãe para o bebê. Maria Luísa afirmou que os profissionais estarão respaldados pelo Conselho, caso haja alguma reação adversa durante a administração do medicamento. “É sabido que a quantidade de reações registradas é mínima e normalmente sanável com o uso de adrenalina subcutânea”, destacou.

Uma nota técnica, assinada conjuntamente com o Conselho Regional de Medicina da Bahia (CREMEB), foi distribuída durante o evento e, para a presidente, reforça o compromisso que a atual gestão do Coren-BA mantêm na defesa do fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e da Atenção Básica.“Distribuímos essa nota pois sabemos que a enfermagem tem papel fundamental na viabilização das políticas públicas de saúde. E é por sabermos dessa responsabilidade que não vamos deixar de defender o dimensionamento adequado das nossas categorias, submetidas a sobrecargas de trabalho e salários aviltantes nos diversos serviços”. A nota pode ser conferida na íntegra através do link http://ba.corens.portalcofen.gov.br/wp-content/uploads/2013/10/Ideia-1-A4.jpg

Sífilis na Bahia – Segundo dados da Secretaria da Saúde do Estado (Sesab), o número de crianças recém-nascidas com sífilis aumentou em mais de 300% nos últimos cinco anos. Na Bahia, em 2012, os números de crianças diagnosticadas com sífilis congênita também preocupam: para cada 1000 nascidos vivos, três casos foram registrados. Para o presidente da Regional Bahia da SBDST, Roberto Fontes, esses dados revelam dois aspectos da doença no Estado, tanto o aumento da prevalência, como o do acesso das gestantes ao diagnóstico e da melhoria da vigilância epidemiológica. “Porém, como o número de casos com desfecho em sífilis congênita permanece elevado e incompatível com o arsenal diagnóstico e terapêutico disponível, devemos repensar o cuidado e a atenção que é dada às gestantes e seus parceiros no pré-natal”, afirmou.

Pré-Natal do homem – Com o tema “Homem, faça o exame da sífilis”, os desafios para inclusão do parceiro no pré-natal foram discutidos. A campanha convocou os pais dizendo: “Homem, você também é responsável pela vida e saúde do seu filho! Proteja sua família da sífilis, rapaz! Faça exames junto com a sua companheira e use sempre camisinha!”.

O professor da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, Dr. Geraldo Duarte, apresentou a conferência “O Pré-Natal do Parceiro” e falou das principais dificuldades em envolver o homem no pré-natal. Os problemas vão desde a definição das diretrizes para inclusão até o medo do diagnóstico.

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O painel “Desafios para a inclusão do homem na atenção a sífilis”, moderado pela doutora do Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Inês Costa Dourado, e do diretor do Colegiado de Maternidades da Região Metropolitana de Salvador, técnico da Sesab, Manoel Henrique de Miranda, reuniu representantes do município, estado, Ministério da Saúde, de universidades e do Ministério Público Estadual. O debate foi encerrado pelo coordenador do Centro de Apoio Operacional de Defesa da Saúde (Cesau) do MPE, Dr. Rogério Queiroz convocando a todos para serem multiplicadores. “Não podemos falar para nós mesmos, precisamos assumir o compromisso de sermos multiplicadores”.

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