13/02/2014

Curso AIDPI Neonatal prepara docentes em enfermagem

Estudos científicos apontam que a Atenção Integrada às Doenças Prevalentes na Infância (AIDPI), é a principal intervenção disponível para melhorar as condições de saúde na infância nos países em desenvolvimento. A estratégia AIDPI Neonatal, desenvolvida pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) e adotada pelo Ministério da Saúde em 2008, melhora a assistência à gestante e à criança até dois meses de idade, através de protocolos de atendimento que permitem ao profissional de saúde identificar e prevenir casos de risco, além de encaminhá-los para o serviço de referência, se fizer necessário.

No Brasil, em especial, a implantação do modelo de Atenção Integrada ao menor de dois meses de idade, imprime uma transformação significante da forma como os serviços de saúde funcionam até hoje. “A AIDPI é uma estratégia na atenção básica, em que o objetivo principal é a redução da mortalidade infantil, essencialmente, do componente neonatal”, disse a médica pediatra da área técnica de Saúde da Criança da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab), Maria Rosário, ao ministrar o curso, nesta quinta-feira, 13, para profissionais de enfermagem especialistas em materno infantil. Os docentes participantes do curso, que tem a carga horária de 26 horas e segue até sábado, 15 de fevereiro, são de diferentes instituições da Bahia.

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Durante a abertura do curso de AIDPI, no auditório do Conselho Regional de Enfermagem da Bahia (Coren-BA), a presidente Maria Luísa de Castro Almeida, reforçou sobre o compromisso do conselho em estreitar o relacionamento com a categoria. “Este projeto tem trazido a enfermagem para dentro do conselho. Inclusive, estamos atuando no sentido de irmos ao interior e interiorizando, ao máximo, nossas ações”. Na ocasião, a coordenadora estadual da estratégia AIDPI, Margareth Hamdan, destacou a necessidade de inserção do curso na graduação, para promoção de acessibilidade ao conteúdo de forma mais específica.

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Os docentes levantaram questões pertinentes aos riscos da gestação e acompanharam também um vídeo sobre higienização das mãos, antes e depois do procedimento feito no paciente. Para o enfermeiro e professor Carlos Oliveira, é possível perceber a necessidade de sensibilizar aos alunos sobre a aplicação do conteúdo de AIDPI na carreira profissional. “Pretendo sugerir à coordenação acadêmica da Faculdade Madre Thaís, em Ilhéus, a inclusão do assunto na ementa do curso”, afirmou o docente em saúde da criança e do adolescente.

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De acordo com a professora Eliedna Mendes, da disciplina saúde da mulher da FTC, em Vitória da Conquista, é prioritário agregar o conteúdo do curso à disciplina que leciona. “O curso de AIDPI vem para complementar uma disciplina existente. Por ser algo novo, precisa ser inserido na grade curricular das faculdades, assim os futuros profissionais estarão muito mais capacitados e prontos na hora de atuar”.