13/02/2017

Coren-BA elabora propostas para reformulação do Código de Ética

As propostas das Comissões Estaduais serão encaminhadas à Comissão Nacional no dia 17 de março

A Reunião Ordinária de Plenário (ROP), realizada na última sexta-feira (10), recebeu representantes do Departamento de Fiscalização, da Comissão de Ética do Conselho Regional de Enfermagem da Bahia (Coren-BA) e da Comissão de Reformulação do Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem (CEPE) para discutir o Código e elaborar propostas para sua reformulação. O CEPE vem sendo discutido em todos os estados desde outubro de 2016, quando a Comissão Nacional de Reformulação do Código Ética definiu e divulgou o cronograma de atividades.

Em Reunião Ordinária de Plenário, Coren-BA elabora suas propostas para novo Código de Ética

As propostas das Comissões Estaduais serão encaminhadas à Comissão Nacional no dia 17 deste mês e, em março, o novo Código de Ética será consolidado em reunião da Comissão de Reformulação que acontecerá em Fortaleza-CE. O CEPE fornece o embasamento legal para a prática da enfermagem, norteando o comportamento do profissional junto aos colegas e aos pacientes, através de normas, recomendações e princípios éticos e morais. A coordenadora da Comissão de Reformulação do Coren-BA, Maria Inez de Farias, salienta que as reuniões para discussão do Código são abertas a toda a comunidade da enfermagem. Maria Inês destaca, ainda, que a importância da democratização dessa discussão está em fazer do profissional, que está na ponta, o protagonista desse momento, afinal, as reformulações devem contemplar e refletir realidade e necessidades desse profissional.

A última revisão do Código de Ética aconteceu no ano de 2011 e, periodicamente, ele é revisado de acordo com as demandas dos profissionais da enfermagem, as mudanças nas relações profissionais, as transformações e os avanços tecnológicos e a própria conjuntura da saúde. “A tecnologia permeia a atividade de enfermagem e ela está em constante avanço, então, é necessário que seja feita uma adequação à nova situação, levando em conta a própria temporalidade, novas políticas que tenham sido implantadas, a forma como o profissional se vê no campo de trabalho e perante a sociedade”, afirmou a conselheira Orlaneide Santos da Silva.

A enfermeira fiscal Fábia Quele de Freitas vê nas periódicas atualizações do CEPE uma oportunidade de divulgá-lo e aproximá-lo ainda mais dos profissionais. “É fundamental que discussões como essas sejam abertas, democráticas e amplamente divulgadas, pois quando o profissional não participa cotidianamente desse tipo de debate, ele pode acabar se afastando um pouco da utilização do código de conduta ética na sua prática”, afirmou.