04/10/2013

A inserção da mulher negra na enfermagem é debatida no 16º CBCEnf

A partir de uma pesquisa realizada pelo Museu Nacional de

A partir de uma pesquisa realizada pelo Museu Nacional de Enfermagem Anna Nery (MuNEAN), a mesa-redonda “Mulheres negras na Enfermagem” discutiu, na tarde de ontem (05), a trajetória, desafios e perspectivas da mulher negra na enfermagem. A pesquisa revela que, embora haja poucos registros oficiais, pode-se afirmar que a vida dessas profissionais foi marcada por preconceitos, desafios e coragem.

Nomes como Maria José de Barros, Maria Benedicta Júlia, Olímpia Novaes Taques (Tia Olímpia), Josephina de Mello, Izabel dos Santos, Maria Stella de Azevedo Costa (Mãe Stella), Alzira Rufino, Maria Colodina (Fermera Coló), além de Mary Seacole e Mary Elizabeth Carnegie foram citados como baluartes de uma história de luta e superação.  “A enfermagem no Brasil nasceu sob a égide do ´branqueamento’”, afirmou a enfermeira Naiane Lima de Oliveira, uma das responsáveis pela pesquisa.

Naiane

A enfermeira Zolândia Oliveira Conceição falou sobre os critérios que eram utilizados para seleção das profissionais: “O primeiro critério era ser branca! Com isso, muitas delas eram impedidas de atuar”, afirmou.

Zolandia

Para fazer uma ponte com a contemporaneidade, a enfermeira Zenilda dos Santos foi convidada a falar dos seus mais de 30 anos de atuação como enfermeira. Uma estratégia ajudou Zenilda a ser respeitada e reconhecida: “Eu mantinha o foco no paciente, o mais importante era ser reconhecida por ele, não apenas pela direção da instituição”.

Zenilda

Os debates foram concluídos com o relato de experiência da enfermeira Cleonice Ferreira Braga, falando dos fatores positivos e negativos da atuação profissional na área da enfermagem de uma mulher negra na Europa.

Cleonice